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Declamações, tertúlias, debates e intervenções poético-musicais (como demonstra a fotografia), invadiram a zona do centro histórico da cidade, no Dia Mundial da Poesia.

Nos dias 20 e 21 de Março, decorreu em Leiria uma iniciativa cultural que concitou a participação de, entre outros, vários elementos dos Serões Literários das Cortes, muito especialmente Paulo José Costa que foi o seu motor (e gasolina!).

Designou-se Ronda Poética e começou logo no dia 20, às 21h30, com “A poesia na música”, com Pedro Jordão, no café Canto da Praça, um espaço de eleição com um serviço de qualidade. Pedro Jordão que, até há pouco, residiu nas Cortes, presenteou a plateia com trabalhos musicais da sua lavra, com arranjos em suporte digital: quatro poemas sinfónicos (“Elegia de saudade”, “Sobre um mantra”, “Trespasse” e “Monólogo da despedida”); e depois várias canções, com música e voz suas e poemas seus e de outros (“Luta do tempo”, de Rui Pessoa, “A cadeira de rodas”, de Leonor Poeira, “É preciso”, de Manuel Alegre, “O menino e a Lua”, de Rosa Sá Pessoa, “Onde quer que vão teus passos”, de Pedro Jordão, “Aceito”, de Rosa Sá Pessoa, e “Imperceptivelmente”, de Pedro Jordão).

No sábado, dia 21, foram várias as acções. Logo às 10h00, “Poema de Jogar à Bola”, com Nídia Nair Marques, na Praça Rodrigues Lobo, numa acção de rua dirigida ao público infantil; às 11h00, “Poesia ao pequeno-almoço - Café com Poemas”, declamação de David Teles Ferreira & José Vaz, na Praça Caffé (Praça Rodrigues Lobo); às 14h30, “Quando a Poesia nos Entra em Casa”, Alunos da Escola de Formação Social e Rural de Leiria, com Sandrine Cordeiro & Luis Marques da Cruz, no Lar Santa Isabel; às15h00, “N'Eça Poesia”, declamação de David Teles Ferreira & José Vaz, no Espaço Eça; às 16h00, “Melodia, Movimento e Poesia”, com André Barros, Joana Inês Santos, Sandra José & Fabrício Cordeiro, no Auditório da Fundação Caixa Agrícola de Leiria (solar dos Ataídes,Terreiro); às 17h00, inauguração da exposição de fotografia «Solitude», de Domingos Monteiro, na Galeria da Fundação Caixa Agrícola de Leiria, com a intervenção de Projecção / Quintústico, Sexteto de Guitarras do Orfeão de Leiria; às 18h00, “Empurrar Alguém”, poesia melódica dita por Sandrine Cordeiro & Luís Marques da Cruz, na Livraria Arquivo; e às 21h:30, tertúlia “Poesia (Por)quê?”, na Sala Padre Amaro do Centro Cívico de Leiria (com a presença dos Autores Paulo Kellerman, Paulo Renato Jesus, Maria Helena Jesus, Luís Vieira da Mota, Carlos Lopes Pires, Carlos Fernandes, Paulo José Costa, Pedro Jordão, Domingos Monteiro e Nídia Naír).

 

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No final da tertúlia (e da jornada), Paulo Costa deu por finda a Ronda Poética e escreveu: «Em jeito de síntese, e partindo da ideia subjacente à Tertúlia “Poesia (Por)quê?” realizada na Sala Padre Amaro Centro Cívico de Leiria (com a presença de vários autores), poderemos assumir que a Poesia é apenas isso – o expressar de uma linguagem dentro das próprias palavras, despindo as palavras dos seus próprios significados, para se transfigurarem num corpo unificado e independente, numa linguagem plena e viva, que possibilite a compreensão da essência pura das coisas, para além de todo o entendimento.».