Na área do exercício e saúde é comum dar-se grande destaque às componentes da aptidão cardiovascular e força e deixar para segundo plano a flexibilidade e a mobilidade.
Ao falarmos de movimento, de nada vale ser muito resistente ou ter grandes índices de força se não for possível tomar partido do arco de movimento de determinada articulação.
Embora flexibilidade e mobilidade pareçam componentes idênticas, elas são bem distintas e com diferentes funções e impacto na performance do movimento.
Sucintamente, a mobilidade é a forma como a articulação se move, flexibilidade diz respeito ao comprimento do músculo. Assim, é fácil compreender que estas duas componentes devem trabalhar em equipa, isto é, será difícil mover uma articulação se os músculos não esticarem o suficiente para acompanhar o grau de liberdade da articulação. Existem outras considerações igualmente importantes como por exemplo o défice de força para realizar determinado exercício, danos nos tecidos moles (inflamação de tendões) ou problemas articulares nas articulações da mesma cadeia de movimento.
Assim podemos ter músculos muito flexíveis que em teoria propiciam grandes amplitudes de movimento em torno de uma articulação, mas de forma inútil, caso a mobilidade esteja limitada por outros fatores.
As áreas problemáticas mais comuns são a anca, os ombros, joelhos, tornozelos e parte superior das costas.
Trabalhar a mobilidade e flexibilidade é fundamental para a prevenção de lesões tais como tendinites, artroses e problemas posturais, que se refletem nestas articulações.
Concluindo, a palavra de ordem é movimento, mexa--se. Procure profissionais do exercício e da saúde que prescrevam os exercícios corretos para melhorar a mobilidade e a flexibilidade e melhore a sua qualidade de vida.


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