Perguntamo-nos muitas vezes sobre o sentido da vida. Afinal de contas quem somos nós no meio deste planeta e desta galáxia imensa, que caminha a velocidade estonteante em direção ao desconhecido no meio de tantas outras galáxias? O que somos nós para lá de um ponto ínfimo no meio desta imensidão do universo? De onde vimos? Onde começou a nossa aventura? E para onde vamos a uma velocidade impensável e inimaginável? Quando e onde terá fim esta aventura?

E enquanto as respostas não surgem, ou surgem em demasia, mas sem nexo nem credibilidade suficiente para tranquilizar os mais inquietos, eis-nos aqui à procura de razões para estar aqui. Razões que procuramos fora de nós e que a maioria de nós termina sem encontrar. Razões que possam dar sentido à luta de cada dia, às canseiras e correrias de cada hora. Razões que possam dar sentido aos sofrimentos e aos medos com que preenchemos o nosso quotidiano. Razões que, enfim, possam tranquilizar esta ansia de ser feliz e de procurar a felicidade.
A experiencia diz-nos, porém, que as nossas buscas são desproporcionadas e falham na direção que tomam. Faltam coordenadas e falta um GPS que encontre lugares que não estão no mapa, mas que se encontram no coração. Alguém disse um dia que a maior distância que existe no mundo é a que vai do coração à razão. E parece que tinha razão. Afinal de contas vivemos obcecados pelos ditames da razão que o mundo moderno apregoa, e esquecemos as verdades tão sábias e certas do coração.
Vem isto a propósito da necessidade de que se faz sentir cada vez mais de darmos atenção aos pormenores, às pequenas coisas, às coisas simples e singelas de cada dia. O verão é feito de grandes acontecimentos e grandes experiências. Tão grandes que lhes chamamos megas. E apesar delas preencherem as horas dos dias longos, a verdade é que o verão deixa sempre a saudade do passado e o desejo de recomeçar. Sinal de que a vida não se faz só de megas mas também de micros.
Será tempo perdido aquele que gastarmos à procura do que está longe de nós e não nos empenharmos em fazer valer o que está dentro de nós. Falta-nos olhar os passarinhos, as estrelas, as andorinhas, as pequenas coisas de cada dia. Aí está o segredo da vida.


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