A chegada do verão e das férias, traz também o regresso dos emigrantes, amigos e familiares que aproveitam este tempo mais quente para disfrutar de temperaturas amenas na zona costeira. São sempre bem-vindos e, verdade seja dita, dão mais alegria e jovialidade aos dias de maior canícula.
Em termos religiosos, aproveitam alguns para celebrar entre nós o batismo ou mesmo o casamento de algum familiar. Desta forma temos por vezes a igreja composta de emigrantes e até de estrangeiros que, nem entendem o português, nem se enquadram no figurino habitual das nossas assembleias. Nada a contestar, afinal somos todos filhos de Deus, independentemente da pátria, da raça ou da cor da pele.

A problemática destas celebrações é outra, e mais burocrática que real, sobretudo quando falamos de batismos. Efetivamente o batismo de uma criança é qualquer coisa mais, mesmo muito mais, que uma festa, feita na terra natal e com a família mais próxima. A primeira marca do batismo é a pertença à comunidade, diria mesmo a inserção na comunidade cristã. Ser-se batizado é incorporar uma família nova, a família cristã, que é real e existe num espaço concreto, a paróquia.

De facto uma das caraterísticas do catolicismo é a vida comunitária. Não há nenhum cristão católico que não pertença a uma comunidade. A vida cristã, segundo o catolicismo, vive-se no seio de uma comunidade. Nela desenvolvemos a vida e a espiritualidade cristã, independentemente das manifestações individuais. O individualismo é uma atitude contra a verdadeira fé cristã. A mentalidade que anda por aí que afirma “eu cá tenho a minha fé, não preciso da Igreja porque quando quero dirijo-me diretamente a Deus” ou os que dizem “vou à missa quando sinto vontade para estar plenamente consciente, não vou por obrigação”, é uma mentalidade não católica, mais próxima do protestantismo do que do catolicismo. O cristão católico não é o que ama quando quer e quando sente vontade, mas é aquele que ama a Deus mesmo quando não sente vontade e não lhe apetece. Afinal o amor não é uma luta contra a vontade própria?

Neste sentido é importante que cada vez mais nos esforcemos por procurar celebrar a vida cristã na comunidade, e não de acordo com calendários profissionais ou gostos afetivos. Mais importante do que o sentimento afetivo que me liga a uma determinada igreja, ou padre, é a pertença real na comunidade na qual eu resido. É aí que devo desenvolver a vida cristã.

Pensemos nisto.


Capa-Julho.jpg

Agenda de eventos

July 2019
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
16
17
18
23
24
25
30
31

Assine o Jornal das Cortes AQUI!

Por apenas 15€ por mês (nacional) ou 25€ (estrangeiro)

geometriadomovelweb.jpg