A Igreja Católica tem uma singularidade que é a divisão por comunidades pequenas, as paróquias, que correspondem normalmente a um território geográfico. A Igreja é antes de tudo de âmbito mais vasto, diocesana, cresce e desenvolve-se em torno do bispo. As paróquias existem totalmente dependentes dele e só são necessárias pelo facto de o bispo não puder chegar a todo o lado.

A divisão territorial é uma exigência do aumento e da expansão da igreja. Não é, por isso, a base e fundamento da mesma. Significa isto que todas as paróquias estão sob a dependência geral da diocese a que preside o bispo.
Assim sendo não se compreendem situações ou vontades de “autonomia” ou “independentismo” que muitas vezes se fazem sentir ao nível das paróquias, e muito mais ainda das pequenas comunidades que a compõem. É de todo incompreensível que uma paróquia não acompanhe e ignore por completo a caminhada que a diocese propõe. É de bradar aos céus que um cristão não saiba a que diocese pertence e ignore o nome do seu bispo.

Em termos administrativos esta organização compreende situações e compromissos que ultrapassam a compreensão do mais comum. É a diocese, é o bispo, que é o responsável por tudo o que acontece na paróquia: missas, compras, vendas, festas, catequese etc... Em termos administrativos, as paróquias estão completamente dependestes da diocese, cujo representante é o bispo.

Isto significa que os cristãos deverão cada vez mais buscar uma mentalidade aberta e expansiva; não se pode olhar para o próprio umbigo e pensar tudo em termos pessoais e individuais, como se a Igreja estivesse ao serviço de cada um e segundo a vontade de cada um. Pelo contrário, porque somos cristãos, somos comunidade, somos grupo (Igreja) e por isso temos que analisar os serviços prestados de forma global e mais geral.

Urge acabar com a visão individualista da Igreja. Refiro-me com isso às “missas particulares”, casamentos ou batismos “particulares”, pedidos e solicitações que têm por trás a satisfação de gostos e interesses particulares, a maioria das vezes subordinados ao “bonitinho”, à “fotografia” e ao serviço do individualismo. Estas situações não se compreendem na igreja. Um batismo, um casamento ou um funeral são momentos vividos pela comunidade e em comunidade. Tudo o que saia destes contornos está ao serviço do individualismo.

É importante tomar consciência disto e de forma radical é importante não “encostar o padre” contra a parede, levantando problemas que se poderiam evitar se todos tivéssemos esta consciência comunitária.


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