As eleições legislativas, do passado dia 4 de Outubro, mostraram que o povo português tem maturidade política suficiente para identificar os problemas principais que afectam a sua vivência cotidiana e o uso do seu direito democrático. Deixou, nas urnas de voto, uma mensagem muito clara e inequívoca, que foi lembrar aos políticos da área da governação que Portugal não pode estar a ser transformado numa coutada exclusiva de uma minoria de cidadãos que, muito bem instalada e protegida, nem sempre tem uma acção benéfica para o país real que temos e onde tem faltado o diálogo governativo para formar um quadro de trabalho com um programa económico audacioso credível e realista, capaz de apoiar todo o empreendedorismo vocacionado para gerar riqueza e emprego, sem prejudicar quem produz essa riqueza e criar condições de desenvolvimento para salvar os dois milhões e meio de cidadãos que, vítimas de políticas económicas erradas, estão na linha vermelha de pobreza. Com muitos já a vegetar apenas, com a ajuda do esforço humanitário das 843 cantinas sociais espalhadas por o país que lhe estão a fornecer as 48000 refeições diárias indispensáveis para a sua sobrevivência. É urgente combater o desemprego e a exclusão social, mas nunca à custa de uma emigração forçada vergonhosa, ou do sacrifício de uma geração de jovens que, depois de concluírem uma licenciatura, são hoje usados como mão-de-obra barata e descartável, um verdadeiro atentado à sua dignidade humana. É imperioso inverter o sentido de marcha da dívida nacional, não à custa do agravamento da carga fiscal, mas do aumento da produção interna do país. É necessário ajustar o volume e as funções do Estado à realidade social e demográfica das populações, sem nunca baixar os braços enquanto houver uma família sem trabalho, um idoso sem apoio social, ou uma única criança a depender das refeições escolares para matar a fome, que é actualmente uma vergonhosa nódoa social.

Porém, um projecto económico com esta envergadura, que é vital para restabelecer o equilíbrio social de milhares de cidadãos, nunca é concretizável se não houver uma conjugação de esforços de todas as forças partidárias com assento no parlamento, que têm o dever moral de fazer uma leitura fiel da mensagem que o eleitorado lhe transmitiu e trabalharem em conjunto com actos e acções, para continuarem a merecer o voto e a confiança do povo que os elegeu.


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