O mês de Novembro é conhecido na tradição portuguesa como o “mês das almas”. A designação vem pelo fato de o dia 2 ser assinalado na liturgia cristã como o dia de “fiéis defuntos”. Um momento em que toda a comunidade se volta para os entes queridos que já morreram e de forma comunitária lhes presta uma justa e sincera homenagem.

 

O sentimento deste dia estende-se a todo o mês, que também assinala o fim do ano litúrgico e, por isso, propõe-se uma reflexão sobre os chamados “novíssimos do homem”.

Novíssimo é a trajetória do homem no decorrer do seu último suspiro. É o que acontece quando terminamos a nossa jornada nesta terra.

Desde os primórdios da Igreja de Deus, é costume meditar nestes termos, que hoje são tratados como banais. São eles: morte; juízo; inferno; paraíso.

A morte hoje é tratada com tristeza e muitas vezes não é aceite facilmente por parte de quem fica. Mas para aqueles que “nasceram da água e do Espírito”(Jo 3,5) ela é um auxílio para nos encontrarmos em definitivo com o nosso Criador.

Era comum os primeiros cristãos, meditarem sobre a morte, visto que o martírio era algo “normal” entre as comunidades cristãs. Comum também no meio monástico a meditação sobre a morte, para observar como a vida é breve e o apego a este mundo é vão.

Tudo isso pode parecer estranho, mas se aprofundarmos o assunto veremos que a morte, como já diziam os antigos, é a única certeza nesta vida.

Como seria a tua vida hoje, se soubesses que “esta noite te pedirão a tua alma”? E o hino mais belo que proclamamos nas misas de defuntos deveria fazer parte da nossa vida: “Para os que creem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma: e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna”.

E o que acontece depois da morte? Após a nossa morte temos o chamado Juízo, onde nos encontraremos “face a face” com Deus para sermos julgados mediante as nossas obras. Esse juízo tem duas faces: Juízo Particular e o Juízo Universal.

O Juízo particular é o que acontece logo após quando ocorre a morte. Morrer é ser de imediato “julgado”. No momento da morte já é dada a sentença, seja Céu ou Inferno. Este Juízo é pautado pelas obras que a pessoa praticou, segundo o conhecimento da Palavra de Deus.

“O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais a sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas pelas suas criaturas e que o seu amor é mais forte que a morte.” (Catecismo da Igreja Católica §1040).

Neste momento acontecerá a ressurreição dos mortos, que professamos no Credo, dos “justos e injustos”. (Atos 24,15).

Novembro, um mês bonito para ser vivido com muito amor e muita verdade, muito respeito e muita fé. Não o deixemos passar sem fazer esta experiência.


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