Esta poderia ser uma carta aberta a todas as pessoas que nos apontam a dedo. A nós, gerações mais novas. Que não temos ambições, sonhos ou rumos para a nossa vida. A nós, jovens desempregados, jovens a viver em casa dos pais, jovens solteiros, jovens com empregos precários, a recibos verdes ou com contratos a termo de seis meses. Jovens sem casa própria ou sem terrenos. Mas não. É um desabafo orgulhoso de quem é fruto de todas as gerações que nos antecedem. Não é uma chapada de luva branca. É um alerta para todos os dedos que se viram contra nós. Jovens. Nós, que mesmo com austeridade, sem empregos que são para a vida ou ideais contos de fadas com casamentos e felizes para sempre, não desistimos.
Uma geração que é muito mais do que superficialidade, festas e excessos. É provavelmente a geração mais desperta, aberta e preparada pelo mundo e para o mundo. Dada ao desconhecido, sem medo da aventura e sempre disposta a ajudar sem pedir em troca. Mais do que conhecimento teórico e cultural, as novas geração têm agilidade prática e um à-vontade extraordinário para conhecer e explorar tudo.
E estas páginas, de forma orgulhosa, espelham cada vez mais isso. A dinâmica, a aventura e o trabalho da juventude da freguesia. Somos a prova viva – e escrita – de que os mais novos ainda têm (muito) rumo pela frente. Os meus parabéns e uma grande vénia a todos aqueles – de nós – que insistem em provar do que somos capazes.


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