A decisão do Primeiro-Ministro Inglês de não apoiar a candidatura do Sr. Juncker para Presidente da Comissão Europeia, foi um sinal muito significativo para mostrar que o Reino Unido, não está interessado em continuar a apoiar as mesmas políticas emanadas de Bruxelas, com as quais a União Europeia não tem conseguido resolver os problemas que lhe tem surgido por a frente, existindo hoje uma necessidade imperiosa de substituir o peso autocrático, por mais realismo e melhor integração.

Ao contrário da Frente Nacional Francesa, que já está a tirar dividendos dos resultados das últimas eleições Europeias, o “U.K.I.P.” do Sr. Niguel Farage embora comungue dos mesmos objectivos, ainda não está em posição de reivindicar coisa alguma. Porém, a mensagem do Primeiro-Ministro Britânico foi mais abrangente e muito clara também, porque transmitiu aos seus correligionários Europeus que o povo Inglês não está disposto a abdicar de um Status quo muito próprio, para embarcar numa aventura Europeia Federalista centrada num eixo formado por uma Alemanha inspirada no êxito de Bismarck no século XIX, e por uma França aliciada com um namoro de conveniência, com o resto dos países a servirem de subúrbios e paisagem. “A Europa tem de mudar” esta foi sem dúvida alguma a mensagem mais importante de um chefe de governo, que tem de ser levada muito a sério por todos os parceiros Europeus, cuja actuação governativa tem mostrado na prática, que a Europa do século XXI está a cometer os mesmos erros do passado, e não deixa de ser também uma mensagem muito oportuna para os dirigentes Portugueses cuja mudança de rumo é vital para a regeneração do nosso país.
Nos últimos anos o povo Português tem estado a ser vítima daquilo que em linguagem popular se chama as leis do devasso, ainda hoje passados três anos depois de um pedido de resgate financeiro que exigiu a assinatura de um memorando vergonhoso, não se compreende muito bem como é que os políticos de elite de um pequeno país tão fácil de governar como é o caso de Portugal, praticamente de um dia para outro conseguiram hipotecar e colar a nossa independência económica a três instituições internacionais, cujo historial de trabalho tem sido pouco eficiente na resolução de problemas políticos ou económicos de ninguém, e como era de esperar, tivemos logo de seguida a humilhação de uma austeridade imposta por esse trio de credores, que só no fim de manietarem a nossa economia com um aconselhamento económico desastroso e vexante para qualquer país, é que chegaram á conclusão que o saneamento financeiro adoptado estava errado, porque era necessário dar mais tempo á economia para gerar riqueza e pagar a dívida, “Eureka! Eureka! A Troika conseguiu descobrir a tempo uma formula mágica de engordar os arautos da especulação financeira com dinheiro fácil, nós Portugueses ficamos a ver que por largos anos estavamos debaixo do olhar atento de um bando de abutres”.
Seguindo um pouco a rota destas aves de rapina, encontramos a Grécia completamente depenada e a clamar por um novo ”Solon de Atenas” que a venha salvar, a Itália a pedir mais flexibilidade do P.E.C., a França a exigir mais mudanças, a Espanha toda contente por ter recusado os serviços da Troika, a Inglaterra a prometer um referendo ao povo sobre a permanência ou a saída da U.E., e outros países membros na espectativa de ver reformas no seio da União Europeia. Contudo, o maior desafio que o Sr. Juncker vai encontrar por a frente, não é a falta de apoio de um ou outro Estadista, mas sim mostrar que tem capacidade negocial, para dialogar com uma família politica com novas correntes de opinião, e possuir uma visão estratégica capaz de mudar e liderar uma Europa corroída por interesses e desigualdades, para outra Europa nova a rumar para o futuro, com um desenvolvimento económico baseado numa distribuição de riqueza mais justa e equilibrada, e empenhado na promoção humana de todos os cidadãos, e não estar sentado á espera de uma mudança forçada por uma anarquia colectiva, com base no desemprego, nos guetos marginalizados, e na agitação social. A Europa tem de mudar, e libertar-se de uma ditadura financeira que a está asfixiar, e que impune e barbaramente, está a empurrar e condenar a vida milhões de cidadãos Europeus rumo á pobreza e á miséria.


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