Depois de serem divulgados os resultados das eleições que deram uma magra vitória à coligação PSD/CDS, não conseguimos compreender a euforia e os abraços trocados por alguns dignatários do Eurogrupo justificando-se depois, que a austeridade aplicada em Portugal tinha funcionado tão bem, que os portugueses tinham optado por legitimar a sua continuação!

Uma pura utopia demagógica porque, se esses figurões que infelizmente tem estado no centro de muitos erros Europeus, tivessem feito uma leitura mais atenta desse acto cívico, acabavam por ver que o eleitorado português o que tinha feito, não foi abençoar uma imposição austera e bárbara que destruiu a economia, mas sim retirar à coligação governamental, o cheque em branco que lhe tinha sido passado nas legislativas de 2011. Cuja acção governativa assentou numa metáfora, onde predominou a autocracia, arrogância, inexperiência e falta de diálogo, acompanhada com uma destruição psicológica incalculável que tem conduzido muitos cidadãos a uma depressão colectiva sem esperança num futuro melhor e onde a própria constituição era frequentemente posta em causa.

Contudo, o veredicto popular frente ao cenário de uma campanha de esclarecimento eleitoral, vincada por uma pobreza extrema de ideias e conteúdos, onde tudo era discutível menos uma discussão séria e construtiva para encontrar soluções para resolver os principais problemas que afligem a sociedade portuguesa, o eleitorado também não quis dar a vitória ao maior partido da oposição, optando antes por apostar mais na democracia parlamentar onde os resultados não se fizeram esperar. Por conseguinte, a coligação de direita ficou manietada e viu fugir o bife que tinha no prato, e o partido socialista conseguiu a proeza de arranjar um casamento a três virado à esquerda que só um grande santo milagreiro tem força para abençoar.

Entretanto estamos a entrar em época natalícia, é tempo de todos os cidadãos se unirem em torno do mesmo espirito festivo e começar a reunir todos os ingredientes necessários para a ceia de Natal. Com uma boa refeição acompanhada com muitas filhoses bem açucaradas, porque por norma em Janeiro de cada ano a partilha do bolo-rei dos sacrifícios costuma ser muito mais amarga. Até lá desejamos para toda a família portuguesa residente ou ausente por todos os quatro cantos do mundo, boas festas e um bom e santo Natal.


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