A escola que todos desejamos fica perto de nossa casa. É pequena, de paredes brancas, grandes janelas, onde o sol, logo pela manhã, entra sem pedir autorização.

A escola que todos desejamos tem professores e funcionários magníficos que se sacrificam e sacrificam as famílias, diariamente, para que os alunos tenham o melhor.

A escola que todos desejamos tem materiais pedagógicos do mais inovador que possamos imaginar.

A escola que todos desejamos tem pais colaborativos que se envolvem num projeto único a bem dos alunos que a frequentam.

A escola que todos almejamos existe?

Existe, se assim o desejarmos. Existe, se a construirmos.

Mas a escola que todos desejamos pode não ficar perto da nossa residência, pode até ser branca, mas ter dias em que o sol não entra. Tudo isto porque a escola que desejamos é muito, mas muito mais do que um edifício carismático que se situa perto da nossa casa.

Discutir se a escola que todos desejamos não é esta, mas é aquela, valerá a pena? Ou será mais importante ajudar a criarem-se as condições para que a Escola dê as melhores respostas aos alunos, no que respeita ao ensino/aprendizagem?

Passo a enunciá-las: turmas equilibradas quer em números de alunos, quer em anos de escolaridade; articulação entre o Pré-escolar e o 1.º Ciclo, espaços comuns que permitam um contacto e a integração do estabelecimento numa comunidade, entre outras.

Todas estas respostas pressupõem, obrigatoriamente, o envolvimento dos pais e dos seus representantes, da autarquia e dos órgãos de gestão administrativa e pedagógica que as superintendem. É de uma conjugação de esforços que se melhoram uns edifícios para apostar que, mesmo encerrando outros, o objetivo superior é alcançado: o melhor para as crianças de uma comunidade. Conscientes, todavia, de que as escolas encerram, em primeiro lugar, por falta de alunos.

E, neste aspecto a culpa é, totalmente, dos pais e de mais ninguém.

Deixemo-nos de saudosismos e criemos as condições necessárias para que os alunos da nossa (antiga) freguesia tenham, a breve tempo, a escola que merecem.

Logo, a escola que desejamos não é a que é mais bonita aos nossos olhos, mas a que cria as melhores condições para que os alunos criem gosto em frequentá-la.

A Escola que desejamos precisa de proximidade, articulação e colaboração com a comunidade em que está inserida.

A Escola que desejamos, independentemente do lugar em que se situa, é aquela que constrói laços com a comunidade que a viu nascer e a ajuda a crescer.

A escola que desejamos é aquela que nos ajuda a instruir / educar as nossas crianças.

A escola que desejamos é um projeto em que todos colaboram.

A escola que nós desejamos até pode não ser aquela que as nossas crianças merecem.


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