«E aquilo que eu venho pedir-lhe não é que resolva tudo o que nos aflige, mas que comece a resolver...»

Exmº. Senhor Primeiro Ministro, António Costa,
Permita-me que me apresente: Vítor Gonçalves, Cartão de cidadão nº. 02510406, Cont. nº. 129279080.
Começo por lhe dizer que desejo muito que o senhor consiga levar o seu governo até ao fim da legislatura, porque me preocupa a possibilidade de os dois partidos seus aliados, de quem o sr. depende, ou um só deles, decidirem fazê-lo cair, por uma qualquer pequena (?) “birra” partidária. Preocupa-me porque o país, na situação actual, não suporta aventuras.
A conjuntura não lhe é favorável ao País não só por causa da crise que o assola, mas também pela falta de rendimento interno que lhe permita desenvolver-se de forma sustentável, e ainda por muitas outras razões. E aquilo que eu venho pedir-lhe não é que resolva tudo o que nos aflige, mas que comece a resolver, aos poucos, deixando definitivamente em aberto o ambiente necessário para moralizarmos o país e almejarmos governos sérios que governem em nome dos reais interesses do povo e não por interesses particulares ou partidários.
São muitas as razões a que aludo no parágrafo anterior, mas vamos por partes:
1. Parece-lhe normal que quando um banco entra em colapso porque foi assaltado por dentro ou mal gerido, os responsáveis sejam julgados (ou não), presos (ou não), em prisões com algumas mordomias ou em prisão domiciliária com pulseira electrónica (ou não) e não sejam obrigados a repôr o prejuízo ou o valor do roubo que causaram? Parece-lhe normal que enquanto decorre todo o processo é o povo que paga, com os seus impostos, as despesas da judiciária, dos tribunais, das prisões, e ainda as injecções dos milhões que o Estado abona para salvar o banco? Se calhar, era mais barato, não fazer nenhuma investigação, não julgar ninguém, não prender ninguém, mas não injectar nenhum dinheiro do que não é deles. Dir-me-á que estou a ser irónico, mas a primeira consequência é os depositantes ficarem privados de aceder ao seu dinheiro, enquanto os próprios responsáveis continuam a ter os seus vencimentos e todas as suas (normais?) mordomias.
2. Parece-lhe normal o volume pesado de impostos exigidos ao povo, mesmo àquele povo que já mal ganha para viver, enquanto os próprios legisladores que autorizam ou decretam esses impostos, ou seja, os deputados da Nação, não pagam os mesmos impostos que exigem aos outros? E parece-lhe normal que os Juízes do Tribunal Constitucional, aqueles que têm o poder de autorizar, ou não, a aplicação dos impostos, não paguem também esses mesmos impostos?
3. Parece-lhe normal que se continue a sobrecarregar de impostos exatamente os trabalhadores, enquanto se continua a esbanjar dinheiro nos milhares de Fundações, Associações, Observatórios, Institutos Públicos, Empresas Publico-Privadas, a maioria delas completamente desnecessárias, porque são inúteis, com administradores bem pagos e cheios de mordomias injustificáveis?
Senhor Primeiro Ministro, quero crer que nenhum destes casos lhe parecem normais, pelo que lhe peço que o senhor e o seu Governo se empenhem na resolução destas enormes injustiças, que vos trarão a gratidão do País real e vos permitirão arrecadar muito dinheiro que pode ser aplicado no desenvolvimento são e desejável de Portugal e aliviar a carga dos impostos para um limite razoável.


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